Fisioterapia ou cirurgia de joelho?

A cirurgia acaba sendo uma solução muitas vezes imediatista e que pode ter efeitos duradouros na vida de uma pessoa. Segundo a abordagem RTFPM®, as instabilidades e sobrecargas indevidamente atribuídas somente ao envelhecimento possuem uma etiologia de sobrecargas funcionais. Uso e desgaste em qualquer articulação sempre fará parte de nossa história, seja ela de aventura ou simples paródia do dia a dia.

Diversos estudos apontam que exercícios localizados ou fisioterapia são tão efetivos quanto a cirurgia para tratar uma lesão no menisco. Do mesmo modo que estudos apontam que pacientes operados e não operados relataram melhoras idênticas na dor e nos movimentos.

Por que operar se, com a remoção da cartilagem articular aumenta-se o desgaste da cartilagem e precipita-se um processo de artrose?

Sabe-se que nos casos traumáticos com rupturas de ligamentos importantes como o cruzado anterior, a cirurgia é bem vinda para reparar essa perda que pode comprometer a estabilidade passiva dessa articulação e acelerar o processo de degeneração e sobrecarga articular. Muito embora o menisco acabe sendo secundariamente lesionado, é controversa a ideia de tirar proveito de uma cirurgia ligamentar e dar uma raspada no menisco.

Sem considerar o custo financeiro, o custo a longo prazo pode ser sentido uma vez que uma grande parcela dos pacientes continuam com suas queixas e possuem prejuízos funcionais irreparáveis.

Se de um lado torna-se cada vez mais necessário e fundamental uma avaliação postural e funcional como a RTFPM® que consiga identificar as nuances clínicas das mínimas sobrecargas posturais e motoras; do outro lado, torna-se necessário que o paciente efetue as devidas alterações para estancar o processo e até mesmo revertê-lo.

Assim, cabe ao paciente em sinergia com o fisioterapeuta à condução de um processo que pode valer uma vida.